Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010
Quem não tem colírio
Desde pequena convivo com problemas visuais. Aos seis anos fui diagnosticada míope, como todos os parentes por parte de mãe, e ganhei meu primeiro óculos de grau. A resistência foi grande até os 11 anos quando ser do fundão passou a inviabilidade. Não querendo trocar de lugar na sala, me rendi a utilização diária de óculos oftálmicos. Três anos depois, passei as tão queridas lentes de contato.
Todos esses anos de idas e vindas ao oftalmologista me fizeram ter cuidados extremos com uma parte do corpo que muita gente não da bola. Há quem não ache necessário, mas um check up visual é tão importante quanto os relacionados a outras funções. Não é porque você consegue enxergar 100% de perto e de longe que não seja necessário checar. Olhos secos podem desenvolver doenças visuais mais graves. Então ficam aqui algumas dicas e considerações que acredito serem necessárias aos meus leitores.
1. Óculos de sol
Para algumas objeto de desejo, para outras item supérfluo, os óculos escuros não servem apenas para dar status ou compor um look. A peça tem muita importância na proteção contra os raios UV emitidos pelo sol, mas também colaboram na prevenção de olhos secos evitando o contato direto dos olhos com o vento. Mas atenção, peças compradas em lugares duvidosos e sem o selo de proteção UV podem queimar a retina permanentemente.
2. Lentes de contato
Quem faz utilização sabe: a limpeza é essencial. Ter sempre em mãos lágrimas artificiais (colírio especifico) é importante. Contatos com ar condicionados ou ambientes muito secos podem causar ressecamento nas lentes dificultado a visão. Um conselho que deixo é: se existir a possibilidade de passar um dia sem lentes por semana, passe. Quando mais tempo a lente ficar no estojo para ser hidratada mais conforto você sente ao utilizá-la.
3. Colírios
Uma pesquisa realizada no fim de 2009 comprovou que a utilização indiscriminada de colírios pode trazer prejuízos irreversíveis a visão. Da mesma forma que medicamentos de ingerir não devem ser utilizados sem prescrição os colírios também não devem. Ninguém vai querer contrair um glaucoma ou ficar cego. Outro fator a ser considerado, o conta gotas não deve entrar em contato com nada, encostar o colírio nos olhos pode contaminar o frasco e se compartilhado prejudicar a visão de seus amigos. Todo cuidado é pouco. É quase como emprestar um lápis de olho para uma amiga com conjuntivite e depois utilizá-lo.
Essas são pequenas considerações a serem feitas, em caso de duvidas, não evite em buscar ajuda especializada, são alguns momentos com vista embaçada depois de uma dilatação de pupila que podem evitar uma cegueira para o resto da vida.
:: por Leila Vieira :: 11:21 PM ::
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Sábado, Janeiro 30, 2010
Escrever bem, yes you can.
Um dos comentários que mais escuto quando digo que curso Jornalismo é: “nossa, você deve escrever bem”. Acontece que pra ser jornalista escrever bem por incrível que pareça não é tudo, e essa história de “não levo jeito para a escrita” é meio furada.
Como toda boa atividade, a prática leva a perfeição. Considere escrever como jogar vídeo game. Quando se começa você leva um tempo até aprender as manhas e conseguir passar de fase. Com um pouco de prática você passa de um simples escritor de diários e cartas para alguém um pouco mais prolixo.
Escrever bem não é uma questão de agradar públicos ou mudar milhares de vidas com um livro muito bem pensado. Esses casos na grande maioria das vezes são raros. A beleza do escrever bem é o simples “se fazer entender”.
Tome o jornal diário como base, as notícias são montadas de uma forma sistemática. Começam com o essencial da informação, o quê, quando, porque, quem. E o resto do texto são as informações complementares. Não precisa ser um grande escritor para se passar aquela informação, basta saber do que falar e estruturar. Já o texto de uma revista, por exemplo, é mais elaborado, descontraído, tem que conversar com o público. Já os textos para rádio e TV devem ser simples e objetivos, e voltamos ao começo do texto. Para ser jornalista não é necessário escrever bem.
O interessante é começar. O meu interesse pela escrita começou de pequena, com correspondências. A mágica de esperar o carteiro, abrir a carta e então descobrir o que a pessoa tinha a me dizer. Considero um ótimo jeito de se começar. Pela boa e velha carta escrita a mão. Quando se deixa o computador de lado ficam também para trás os vícios de linguagem online. Abreviações e falta de concordância. E não pense você que correspondência é um meio em decadência. No dia 25 de janeiro foi dia do carteiro e uma reportagem veiculada pelo Jornal Nacional afirmou que nos últimos dez anos as correspondências aumentaram em um bilhão.
Prefiro não pensar que esse bilhão em totalidade tenham sido contas a pagar, mas que são pessoas voltando a um pequeno velho hábito que além de movimentar um setor da economia, transforma vidas. É só considerar essa escrita de carta como a primeira fase de um vídeo game e mandar ver. Para logo estar “escrevendo bem”.
:: por Leila Vieira :: 6:25 PM ::
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Terça-feira, Janeiro 19, 2010
Ma oê
Se por um dia pudesse escolher o avatar de alguém célebre para usar não seria de uma jornalista famosa que faz viagens internacionais, afinal, isso eu não quero para apenas um dia e sim para a vida toda. A escolha ficaria pelo Brasil, e seria um tanto quanto peculiar. Se é para ser um dia apenas, one Day stand, teria que ser algo diversificado, inusitado e divertido.
Nesse um dia vivendo em outro corpo eu gostaria de poder debochar da cara dos outros em rede nacional sem ser totalmente julgada, jogar aviões de dinheiro para pessoas ensandecidas e acima de tudo chamar as câmeras escondidas com o Ivo Holanda. Pois é, eu tomaria conta do avatar do poderoso e meio aloprado Silvio Santos.
Pauta para o tdb
:: por Leila Vieira :: 7:18 PM ::
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Sexta-feira, Janeiro 15, 2010
Adeus antigas tradições. Feliz Ano Globalizado!
Leila Vieira
O relógio marca quinze para meia-noite do dia 31 de dezembro. Lentilhas ganham seus lugares junto a milhares de mesas, bem como as sete romãs. Algumas listas de resoluções são feitas de última hora. Rosas encontram braços ávidos por jogá-las ao mar. Pessoas vestidas de branco enchem praias em busca de uma boa visualização dos fogos ou simplesmente para pular as primeiras sete ondas do ano que chega. E todos esses corações, que praticam as mais diversas atividades simultaneamente, estão cheios de esperança.
Em meio as mais diversas superstições e crenças estou eu a divagar. Como a vida passa diante de nós rapidamente. Aguardo todo ano com esperanças de dias melhores, produtivos, grandes conquistas. Mas sempre acabo me lamentando pelos ícones e referências da minha infância que se foram no ano que está para terminar.
Notícias que não mais acompanharei, locuções que não mais serão ouvidas e a certeza de que a globalização influencia cada vez mais na construção de referências. O ano que nasce trás consigo mais desenhos japoneses, enlatados americanos e desvaloriza a cultura nacional. Aqueles que escutavam Balão Mágico têm filhos que idolatram Jonas Brothers. Alguns jovens adultos que assistiam Caça Talentos e lembram da Fada Bela interpretada por Angélica tem irmãos ou sobrinhos adoradores de Zoe 101 interpretada pela irmã de Britney Spears. Dercy Gonçalves não será mais motivo de risadas por sua vida eterna e história da Hebe Camargo na televisão brasileira não tem impacto nas novas gerações.
As brincadeiras também se transformam. De carrinhos de rolimã e jogos de bola na Rua à RPG online e obesidade infantil, uma vez que a disciplina de Educação Física passou a ser o pouco contato das crianças com brincadeiras ao ar livre. O real é trocado pelo virtual. Não se tem mais catapora e rubéola aos montes, apenas vírus e viroses.
Todas essas transformações aconteceram ao longo de vários anos, em doses homeopáticas. O tempo passa tão rápido e os dias se vão tão depressa que em meio a promessas de menos trabalho e mais lazer é quase impossível perceber como as coisas mudaram. Mas um pequeno tempo divagando é o suficiente para se perceber como tudo que agora parece natural antes foi surreal.
Meia-noite. Os fogos começam a estourar e pintam o céu em uma miscelânea de cores. A divagação se esconde para retornar mais tarde e as esperanças retornam junto com um brinde de champagne. Afinal, em um novo ano tudo pode acontecer, até quem sabe, retornar aos velhos costumes.
:: por Leila Vieira :: 1:27 PM ::
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Terça-feira, Janeiro 05, 2010
Balneário Camboriú Country Music - Fail
No dia 02 de janeiro aconteceu o primeiro Balneário Camboriú Country Music. Com as duplas Fernando e Sorocaba, Maria Cecília e Rodolfo, Hugo Pena e Gabriel e Jean e Julio as expectativas eram altas. O esperado seriam filas gigantes, afinal, um evento no primeiro fim de semana do ano e em uma das praias mais badaladas de Santa Catarina não ficaria vazio. Mas o que se seguiu foi um verdadeiro descaso com o público pagante.
A empresa desorganizadora do evento, Prime Produções e Eventos só pode ter contratado veranistas para “organizar” a entrada do setor VIP! Não sei como aconteceu a entrada para a pista, que era em outra rua, mas aqueles que pagaram para ser Very Important People foram tratados como gado selvagem.
O ingresso informava que às 17h os portões seriam abertos, enquanto o site afirmava 19h. Por volta das 19h30 a fila para área vip, camarotes e backstage já era relativamente grande. Os primeiros da fila acompanhavam os poucos homens lá dentro carregando freezers vazios para ainda acomodarem as bebidas, bem como a colocação de mesas e puffes. Às oito horas chegaram os seguranças e as 20h30 teve início a “organização” da entrada. Nesse horário as grades para separar as filas começaram a serem posicionadas. Quando deu o horário para o início dos shows 21h, ninguém tinha entrado no ambiente, e a fila ainda não havia sido organizada. Os que chegaram por primeiro já estavam no meio do bolo, primeiro separada por categorias, vips, camarote, backstage. Depois por sexo, de um lado feminino do outro masculino, para no fim voltar à ordem original. Mas a fila que já se formava na parede teria de passar para o meio por um mero capricho do então “supervisor”.
Com os ânimos exaltados os espectadores finalmente atravessaram os portões por volta das 22h. Acomodações na grama de um lado, outros na grade em cima de uma plataforma (que conforme enchia chegou a ceder 15 centímetros).
O palco muito alto dificultava assistir de muito perto, talvez por questão de segurança, uma vez que durante os shows fogos saiam do chão e foguetes eram estourados, nesse quesito a empresa talvez tenha acertado. Mas, quando os pagantes da pista VIP estavam todos acomodados no elevador e o primeiro show foi anunciado, chegam seguranças e dizem que na primeira parte da plataforma eles não podem ficar, pois outras pessoas pagaram mais para ficar ali em mesas. Mesas essas que estavam posicionadas no centro do lugar e não junto a grande onde as pessoas já aguardavam. Eu, não saí do lugar. Assim como muitos que também ficaram ali o show inteiro.
O meu desabafo é um simples alerta para que os moradores do sul do país não se deixem enganar pelas belas propagandas que a Prime faz de seus eventos completamente desorganizados. Pagar o valor de uma VIP ou um Backstage para ser destratado chega a ser piada. Os shows foram maravilhosos, mas apenas porque existem equipes especializadas dos próprios artistas para organizar.
Antes de comprar um ingresso para um show, verifique seu organizador. Às vezes, vale mais você se deslocar para outra cidade para assistir e não se incomodar do que ficar em meio a pessoas completamente desorganizadas que fazem com que sua noite não valha em nada a pena.
:: por Leila Vieira :: 2:43 PM ::
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Sexta-feira, Dezembro 18, 2009
Jornalismo, uma profissão de crises
Leila Vieira
Não consigo lembrar ao certo quando o lampejo de razão caiu sobre mim e percebi que prestar vestibular para Jornalismo seria muito mais sensato do que tentar cursar Direito. Mas recordo com clareza do momento em que ouvi falar da profissão pela primeira vez.
Eu e minhas amigas do jardim de infância estávamos perto do escorregador azul que saía de uma casinha, aos 5 anos de idade. O papo cabeça do momento era “o que você quer ser quando crescer?”. A minha resposta foi tão insignificante que mesmo forçando a memória até hoje não me recordo. No entanto, uma das respostas que ouvi parece que me foi falada ainda hoje. Janaina disse: “Eu quero ser jornalista!”. E eu perguntei: “O que é um jornalista?”.
A singela explicação que se seguiu citava o Jornal Nacional e os apresentadores da bancada. Cresci e nunca mais pensei a respeito. Treze anos depois ingressei na faculdade de Jornalismo. O jeito descompromissado de levar a vida não me fez sequer ter a curiosidade de estudar a grade de ensino antes de me matricular, mas isso não impediu que os três anos seguintes fossem uma verdadeira lua-de-mel. Eu estava apaixonada. A cada novo semestre, com novas matérias, aprendendo a fotografar, filmar e escrever leads eu sentia que pertencia àquela profissão.
Tendo sobrevivido a Teorias de Comunicação e Jornalismo, aulas de Direito, Economia e Sociologia eu alimentava a chama da esperança de que nada poderia me abalar. Ledo engano. Dizem que a crise universitária no último ano da faculdade é de praxe. A incerteza do futuro costuma fazer com que muitos estudantes desistam no último ano, mas acho que sequer foi esse meu problema. Ele veio mais de cima, muito mais. O pontapé inicial da minha crise de universitária em vias de se formar tem nome e sobrenome. O considero arrogante e fez a minha lua-de-mel se transformar em um cortejo fúnebre. Sua graça? Gilmar Mendes, ilustríssimo presidente do Supremo Tribunal Federal, ou seja, minha desgraça.
O que era uma nova descoberta a cada dia passou a me deixar insegura depois do dia 17 de junho de 2009, quando o já citado presidente do STF comparou meus futuros colegas de trabalho com cozinheiros momentos antes de derrubar a exigência do diploma de Jornalismo para exercer a profissão. O Armageddon da minha vida tomava forma. E as incertezas passaram a me consumir. Em um mercado já saturado pelos inúmeros formados como competir agora também com os leigos?
Claro, não convém aqui me achar especial e dizer que aquele era um drama exclusivamente meu. A classe jornalista brasileira se viu as voltas com uma nova perspectiva de crise. Digo nova porque existe outra largamente difundida mundialmente dentro da profissão. Quando se trata da crise do jornal impresso, muitos são os cavaleiros do apocalipse.
Desde o surgimento dos portais de notícias em tempo real na internet, se profetiza o fim do jornal como conhecemos hoje. Vale lembrar que também os livros foram acometidos por profecias semelhantes e continuam por aí, firmes e fortes para contar as histórias, literalmente.
Um desses profetas é Caio Blinder, jornalista brasileiro que há 20 anos reside no exterior. Em texto datado de março de 2009 ele lamenta a decadência dos jornais diários americanos, afirmando que os que não estão sendo fechados pedem concordata, todos acabam tendo o conteúdo enxugado ou trocam o papel pela sobrevivência online. Os motivos alegados por Blinder para tamanho tsunami na vida dos jornais são muitos: erros de investimentos, crise geral na economia, seca publicitária, competição digital e por aí vai.
Outro motivo apontado para a iminente extinção dos jornais impressos é relacionado aos hábitos da população. O colunista do The New York Times Nicholas D. Kristof afirma que as pessoas não buscam primeiramente uma boa informação e sim uma informação que confirme seus próprios preceitos e na internet essa “edição própria” é completamente possível, fazendo assim com que os impressos sejam deixados de lado. Mas há quem diga que a crise simplesmente não exista.
Um estudo parisiense realizado em maio de 2009 afirma que os jornais impressos têm sim um futuro em longo prazo e não vai ser nenhum super herói ou mocinho bondoso a surgir para salvá-los. Entre os entrevistados de 16 a 29 anos cerca de 60% prefere se informar a respeito das notícias no bom e velho formato em papel do que nas telas de computador, já entre os mais vividos, com idades entre 50 e 64 anos o índice aumenta, sendo 73% adeptos de sujar as mãos por uma boa informação.
Claro que os rumores de crise não surgiram sozinhos. O meio tradicional passou por atualizações de conteúdo e forma para “sobreviver” em meio a selva digital que se forma. É a lei do mais forte sobrevivendo, e quem disse que o mais forte também não pode ser o mais antigo? Afinal, ainda há quem desconfie da veracidade dos fatos apurados tão rapidamente e postados na internet quase em tempo real, que de uma hora para outra também podem ser desmentidos.
Nunca pensei muito a respeito do que queria ser no futuro, afinal, de que adiantam especulações? As possibilidades a cerca da crise do jornalismo também deveriam cessar, afinal não existe nada melhor que falar com propriedade a respeito de fatos e deixar aos dramaturgos a imaginação e as possibilidades futurísticas. Janaina que pretendia ser jornalista tomou outro rumo, eu que nunca soube muito bem o que fazer da vida estou em vias de me formar na profissão. Cabe ao destino nos responder como será o desfecho dessa suposta crise no jornalismo e se eu serei forte o suficiente para tirar o Gilmar Mendes da cabeça e reatar meu bom e velho relacionamento amoroso com a informação.
:: por Leila Vieira :: 8:36 PM ::
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Domingo, Dezembro 13, 2009
A única certeza
Em 2010 as mortes de ícones brasileiros continuaram a todo vapor, só posso prever que depois de Dercy, Clô, Lombardi chegue a hora da Hebe ou da Suzana Vieira. Uma reviravolta nas tardes de domingo acontecerá, Faustão vai ser afastado do ar, ele perdeu tantos quilos que é muito agoniante ver ele magro, e a audiência será insuficiente para a emissora manter ele por lá. A América do Sul entrará em Guerra e desta forma mais uma vez o povo não vai eleger uma presidente mulher no Brasil, por achar que ela não tem competência suficiente para lidar com uma crise de tão alto grau, mesmo que ela faça cara de má e use uma peruca mal posicionada na cabeça. As mudanças climáticas se acentuarão e pode até não nevar no Natal, mas um frio inesperado vai assolar a troca de presentes. A única coisa certa é que o Rei Roberto estará lá para fazer seu especial com as mesmas músicas de sempre.
Pauta para o site da Capricho
:: por Leila Vieira :: 2:20 PM ::
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Segunda-feira, Dezembro 07, 2009
Abalando bangu
Se eu tivesse uma irmã gêmea idêntica, o mundo estaria perdido. Uma Leila já faz um estrago sem tamanhos, imagine duas? Claro, irmãs gêmeas nem sempre são parecidas em atitudes, mas e se fosse? O espírito farrista teria de ser o mesmo, afinal, crescendo com a minha família seria impossível não ter um ótimo senso de humor. As baladas nunca mais seriam as mesmas. Confundir a cabeça dos bêbados viraria definitivamente nossa principal diversão. Zanzando separadas de um lado a outro com roupas semelhantes fazendo cabeças pirarem.
Mesmo com nossas vozes de taquaras rachadas formaríamos uma dupla sertaneja e com violãozinho em punho sairíamos pelos bares da cidade almejando o estrelato. Quem sabe não convenceríamos uma rede de televisão a fazer um reality show conosco? A busca seria incessante, mas o importante é a união familiar.
Mas no fim, prefiro ter a minha irmã muito parecida comigo, porém 8 anos mais velha. Há quem nos confunda, mesmo ela tendo 1m50 e eu 1m68. A diversão ficou para trás ainda nos tempos de infância, mas a singularidade é que nos faz assim, felizes.
Post para o TDB
:: por Leila Vieira :: 7:35 PM ::
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Quinta-feira, Dezembro 03, 2009
R$1,99 de grego
A minha decepção secreto amiguística teve início cedo. Estudei em escola municipal e o amigo secreto era sempre de R$1,99, apesar das lojinhas possuírem artigos legais por esse valor eu nunca levava sorte e meus presentes nunca ficavam de recordação para lembrar do amiguinho no futuro. Mas a sétima série terminou de forma triste. Todas minhas amigas estavam ganhando agendas, canetas coloridas, porta retratos legais. Até que alguém chamou meu nome – não me lembro quem tamanha foi a decepção. Ganhei uma caixa de chocolates, daquelas que vem dez unidades, mas a pessoa teve a infelicidade de comprar de coco, a fruta que eu simplesmente não como. Não sei se é a textura ou o gosto, detesto. Com um sorriso amarelo no rosto agradeci, e de todos os amigos secretos que já participei na vida, o presente que melhor me lembro é aquela caixa azul de chocolates, que eu nunca comi.
Site Capricho
:: por Leila Vieira :: 3:25 PM ::
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Terça-feira, Dezembro 01, 2009
Papel, caneta e uma máquina fotográfica
Amor de infância a gente nunca esquece e acima de tudo nunca morre. Dessa forma, se algum dia eu encontrasse na rua o Howie D., sim, o latino dos Backstreet Boys, eu cairia no chão. Não, não seria um faniquito, um piripaque nem nada. Cairia da voadeira que eu levaria do segurança dele, afinal, fã brasileira é dose, puxa pela roupa, fica histérica,e griiiita que nem condenada. Se minha miopia permitisse o avistar de longe, vergonha quem estivesse comigo passaria. Depois que o susto inicial passasse, eu conseguisse levantar - com ajuda do próprio Howie, que ficaria compadecido vendo sua fã caida no chão - e pediria uma foto e um autógrafo. Afinal, falar da vida inteira pra ele não adiantaria, nem mesmo proclamar meu amor, seria só mais uma entre tantas, o importante é a diferença que aquela foto e aquele autógrafo fariam na minha vida. Tá, confesso não doeria nada passar uma cantadinha cantando uma música deles dizendo: "you are my fire, the one desire"
Capricho
:: por Leila Vieira :: 8:05 PM ::
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Domingo, Novembro 29, 2009
A invasão das mariposas
Quando se mora sozinho, nem tudo é maravilha. Muitos são os dias, e por que não meses, os quais a geladeira ficará vazia, o pó acumulará nos seus móveis e viver de macarrão instantâneo vai acabar fazendo você enjoar. Mas não são é só de aventuras relacionadas a culinária e limpeza que um estudante vive. A fauna não se cansa de pregar peças e não vão ser poucos os bichinhos a adentrar o seu humilde lar. Moscas, aranhas e insetos não classificados no seu vocabulário leigo, porém de pequeno porte, são facilmente exterminados com uma chinelada, o problema fica a cargo das mariposas gigantes.
Quando encontradas em ambientes com saída direta para a rua umas vassouradas ao seu redor são suficientes para encaminhá-las até a janela mais próxima. Já a sistemática a ser utilizada para retirá-la de um corredor ou um banheiro com janela emperrada e virada para o fosso do elevador pode ser um pouco mais complicado.
Eis as minhas histórias e como exterminá-las: Em uma bela terça-feira pela manhã encontro uma mariposa preta, de aproximadamente 20 centímetros de largura acima da porta do banheiro. Depois do susto inicial, quando a confundi com um morcego, resolvi que ali ela não ficaria. No horário de almoço a fiz voar, o que não pensei foi em apagar a luz para ela sair de dentro do banheiro. Erro crasso. A digníssima mariposa depois de voar pelo banheiro inteiro entrou na luminária com abertura para cima e não conseguiu mais sair. Superando o medo da mariposa conseguir sair e voar na minha mão coloquei um potinho em cima do bulbo e ali ela permaneceu três dias ainda viva. Acredito que já tenha vindo a falecer. Não se mexe mais. O problema agora vai ser retirar o cadáver de lá.
Na mesma semana, dois dias depois aparece uma bela mariposa preta no corredor, às dez da noite. Essa tinha em torno de uns 10 centímetros. A perspectiva do seu vôo acima de nossas cabeças em um corredor extremamente pequeno era aterrorizante. Em duas pessoas, uma com um rodo e a outra com uma vassoura, e as duas com panos de chão como escudos caso ela voasse para cima de nós, começamos a operação. Bater ao seu redor não fez com que ela sequer mexesse a anteninha, ela estava acima de uma porta, então o rodo foi levemente encostado nela, com um vôo fraco ela quase pousou no chão, e a vassoura entrou em ação jogando ela para a cozinha. A luz da cozinha foi apagada e ela voou até a lavanderia, sim, elas gostam de luz. Trancada na lavanderia por algumas horas ela sequer se mexeu, ainda no chão, talvez sem forças. No outro dia, como continuava estática sobre um tapete foi sacudida para fora da janela. Livre de mariposas até a próxima surgir.
São pequenas táticas que quando partilhadas podem ser interessantes! Na falta de um inseticida nada como a força bruta! E vocês? Tem algum truque
para partilhar?
:: por Leila Vieira :: 7:09 PM ::
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Sexta-feira, Novembro 27, 2009
Enfim, liberdade...
O ano vai chegando ao fim, e como já disse num desses posts para a Capricho, 2009 foi um ótimo ano. Mas, como nem tudo é perfeição, eu estive sempre de alguma forma presa. Mas não de modos ruins. Foi um ano onde eu fiz o que tinha de fazer mas não tive muito tempo livre para, por exemplo, postar no blog. Andei relapsa, confesso. Tive por vezes vontade de deletar o Final, mas no fim percebi que ele é parte de mim e não, não vou parar de postar.
A doideira foi tanta que até hoje não postei a segunda parte do relato da minha viagem pro México, e bom, agora o tempo já passou. Mal e mal respondi os comentários, me desculpem.
Mas essa semana finalmente entreguei minha monografia. Ah, a liberdade. Mesmo que por apenas algumas semanas ou meses, afinal, ainda tem o TCC pela frente. Mas foi tão bom, poder ficar horas e horas sentada em frente ao computador sem se culpar, ir ao shopping com tempo, e poder novamente jogar conversa foram sem remorso. Atualmente, não estou mais estagiando, como fiz no começo do ano, provas são praticamente inexistentes no curso, estou podendo curtir a vida. Não existe coisa melhor, não é? Ver a chuva cair, poder assistir Sessão da Tarde e rir, escutar musicas e cantar. Ler, ir ao cinema. São tantas coisas pequenas que me fizeram falta. Se algum conselho eu posso passar aqueles que aqui freqüentam é: aproveitem cada momento de ociosidade, um dia eles podem desaparecer!
:: por Leila Vieira :: 3:19 PM ::
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Quarta-feira, Novembro 18, 2009
Se o mundo acabasse em 2012, eu jogaria os arquivos inacabados da minha monografia pro ar, desistiria da faculdade de jornalismo, afinal não se precisa mais de diploma pra exercer a profissão mesmo, pegaria minhas economias, meus pais e iria pra Itália treinar a língua que me levou três anos pra aprender. Se for pra morrer em uma catástrofe natural que seja comendo massa no berço da humanidade ao lado daqueles que realmente te amam.
Para o site da Capricho
:: por Leila Vieira :: 1:48 PM ::
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Domingo, Novembro 15, 2009
Que continue enguiçado
Um dos meus autores preferidos, Sidney Sheldon, escreveu na sua auto biografia que a vida era como andar de elevador, em uns momentos o elevador estava em cima, em outros, em baixo. Em 2009 posso dizer que meu elevador enguiçou. Estático, ali quase na cobertura de um alto prédio o ano poderia ter sido melhor, porque sempre pode, mas foi da sua maneira, perfeito.
Começou com um pedido de namoro na praia, devidamente recusado. Auto estima em dia, festa de aniversário regada de amigos e churrasco. Dirigi meu próprio curta-mexicano, pra quem não sabe os folhetins latinos sempre embalaram minha vida. Integrei um projeto super bacana bem como comecei minha monografia – parte em que o elevador ameaçou descer uns andares, mas continuo lá no topo. Uma viagem inesquecível embalou meu pós férias, uma semana em Cancun nunca é o suficiente, mas sempre é o necessário. Fiz amizades, ganhei um carro novo e terminei um bom ano quase da mesma forma como comecei, sendo pedida em namoro, mas dessa vez, sem pensar duas vezes, aceitei.
Pauta para a Capricho
:: por Leila Vieira :: 1:28 AM ::
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Quarta-feira, Novembro 11, 2009
Fim dos tempos no país do carnaval
Pois é, a hipocrisia não tem limites. Chega a ser engraçado acompanhar um rebuliço em rede nacional causado por uma saia curta no país do carnaval. Onde a celebração de partes do corpo é tanta que alguns estrangeiros chegam a pensar que em cada esquina existe uma meretriz, a luz do dia, pronta pra servir.
Quando eu iria imaginar que uma aluna pudesse ser expulsa – tudo bem, depois a decisão foi revogada, mas não tira o mérito da questão – por usar um vestido na faculdade. E pior, os rapazes, fazerem coro de chingamento. Onde estavam os engraçadinhos que passam cantadinhas infames para as loiras nas ruas? Definitivamente não dentro da Uniban.
Deve ser o fim dos tempos, sabe como é, 2012 está na porta, e a profecia Maia já previa o caos entre os povos. Não pode haver outra explicação. Quero ver o dia que vai sair no noticiário que mortes ocorreram por um rapaz andar sem camiseta na rua, ou pelas mulheres estarem usando calças. É o retrocesso. O fim dos tempos. A hipocrisia no país das bundas e do carnaval.
Pauta para o TDB
Ando meio relapsa por causa da monografia... Mas daqui 13 dias ela chega ao fim e eu poderei voltar a atualizar com frequencia e responder comentários. Agradeço as pessoas que continuam me lendo, comentando e acompanhando!
:: por Leila Vieira :: 12:39 PM ::
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